Toda empresa busca o “líder pronto”, mas a verdade é que líderes são forjados, não encontrados. A transição de um papel técnico para um papel de gestão é um dos momentos mais críticos na carreira de um profissional e na saúde de uma organização. O risco é claro: perder um excelente técnico e ganhar um gestor medíocre.
O Abismo entre a Sala de Aula e a Realidade
Programas de Trainee e escolas de liderança frequentemente falham em um ponto crucial: o excesso de idealização. Ensina-se como liderar em cenários perfeitos, com times engajados e metas claras. Porém, a realidade operacional é feita de ambiguidades, pressões conflitantes e decisões rápidas. A maturidade não vem da leitura de manuais, mas da exposição controlada a esses desafios.
Aceleração através da Experiência Guiada
Para encurtar a curva de aprendizado, indicamos três pilares:
- Mentoria Situacional: O novo líder não deve ser abandonado. Ele precisa de um mentor (interno ou externo) para discutir casos reais semanalmente.
- Ciclos de Feedback Curtos: Em vez de avaliações anuais, o líder em formação precisa saber, semana a semana, onde errou e onde acertou.
- Autoconhecimento: Entender seu próprio perfil (se é mais dominante, mais analítico, mais relacional) evita que o líder tente copiar o estilo de terceiros e falhe por falta de autenticidade.
Investir na formação de base não é custo, é estratégia de sobrevivência.
Empresas que aceleram a maturação de seus líderes garantem que a cultura e a performance se mantenham, independentemente das trocas de cadeiras. Não espere a crise para treinar quem vai comandar o barco.
Vislumbre EdTech

