O cemitério de logins: Por que sua plataforma de ensino tem tudo, menos alunos

Existe um fenômeno silencioso acontecendo nos departamentos de T&D de grandes empresas. O cenário é quase sempre o mesmo: a companhia investe uma fortuna na contratação de um LMS (Learning Management System) ou LXP (Learning Experience Platform) de última geração. A TI faz a implementação, o RH sobe gigabytes de PDFs, vídeo-aulas e políticas de compliance. O lançamento é feito com e-mail marketing e comunicado do CEO.

Três meses depois, a plataforma vira uma cidade fantasma.

Os relatórios mostram uma taxa de adesão pífia. Os poucos que entram, não concluem as trilhas. O gestor de RH se pergunta: “O conteúdo é bom, a ferramenta é cara. O que está errado?”

A resposta curta é: a Experiência do Usuário (UX).

A resposta longa, a que vamos explorar aqui, envolve entender que o seu colaborador não compara o sistema da empresa com o sistema antigo da empresa. Ele compara o sistema da empresa com o Instagram, a Netflix e o Spotify. E, nessa comparação, a educação corporativa está perdendo de goleada.

A Era da “Fricção Zero”

Vivemos na economia da atenção. Seu colaborador já tem a carga cognitiva saturada por e-mails, reuniões e urgências. Quando ele decide (ou é obrigado a) dedicar 20 minutos para aprender, a tolerância dele para interfaces ruins é zero.

Se ele precisa de cinco cliques para achar o treinamento de vendas; se o player de vídeo trava no 4G; se a busca não retorna o que ele digitou… ele desiste. Não por preguiça, mas por fricção.

Design Instrucional, em 2026, não pode mais ser separado de UX Design (User Experience). Não adianta ter a melhor metodologia pedagógica do mundo se ela está trancada atrás de uma interface hostil.

UX Learning: Muito além da “telinha bonita”

É comum confundir UX (Experiência) com UI (Interface). Não estamos falando apenas de deixar a plataforma bonita, com cores da marca e ícones modernos. Estamos falando de arquitetura de informação e usabilidade.

Para virar o jogo do engajamento, sua estratégia de T&D precisa atacar três pilares de UX Learning:

1. Curadoria não é Repositório O maior erro das empresas é tratar o LMS como um “Google Drive de luxo”. Sobem tudo o que têm, sem critério. O usuário entra e vê 500 cursos disponíveis. O resultado disso não é liberdade, é paralisia. A famosa “Paradoja da Escolha”. Uma boa experiência de aprendizagem exige curadoria. O usuário deve ver o que é relevante para o momento de carreira dele. Menos opções, mais assertividade. Se o seu LMS parece um depósito de arquivos, ninguém vai querer entrar lá.

2. A Regra dos 3 Cliques Na web, existe uma regra de ouro: o usuário deve conseguir chegar ao seu objetivo com no máximo três cliques. No corporativo, vemos colaboradores tendo que navegar por Menu > Treinamentos > Obrigatórios > 2026 > Liderança > Mód. 1.

Isso cansa. O conteúdo precisa estar acessível, com busca inteligente e trilhas que façam sentido lógico, não apenas burocrático.

3. Mobile First de verdade (não só responsivo) Dizer que o site é responsivo (se adapta à tela) é o mínimo. Ser Mobile First é desenhar a experiência pensando que a pessoa vai assistir à aula no ônibus, segurando o celular com uma mão só, no 4G oscilando. Os botões são clicáveis com o polegar? O texto é legível sem dar zoom? O vídeo carrega rápido? Se a resposta for não, você está excluindo uma enorme parcela da sua força de trabalho operacional.

 

O Conteúdo precisa parecer conteúdo de consumo

Outro ponto cego é a estética do material. O colaborador passa o dia vendo conteúdos visualmente ricos nas redes sociais. Quando ele abre o treinamento da empresa, ele encontra um slide branco, com texto em Arial 12 e um boneco 3D genérico.

O cérebro dele imediatamente rotula aquilo como “chato” e “antigo”.

Investir em identidade visual, em players de vídeo parecidos com streaming, em thumbnails atrativas, não é perfumaria. É a linguagem do nosso tempo. Se a embalagem não comunica valor, o conteúdo é descartado antes de ser consumido.

Tecnologia é meio, não fim

Plataformas caras não salvam estratégias ruins.

Antes de culpar o seu fornecedor de LMS ou o seu time por “falta de interesse”, faça uma auditoria de UX na sua universidade corporativa. Tente você, como usuário, encontrar e concluir um curso. Conte os cliques. Meça a frustração.

Na Vislumbre, acreditamos que a barreira tecnológica não pode ser maior que a vontade de aprender. O engajamento volta quando a gente remove a fricção e entrega uma experiência fluida, respeitosa e inteligente.

Seu colaborador quer aprender. Ele só não quer ter trabalho para chegar até o conhecimento.

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